CSN fecha acordo de exclusividade com a Huaxin para vender a CSN Cimentos por R$ 12,7 bilhões
Para quem dirige uma empresa média, o negócio mostra como um grupo industrial reduz dívida vendendo ativo maduro, e abre espaço para capital chinês consolidar o setor de cimento no Brasil.
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Para quem dirige uma empresa média, o negócio mostra como um grupo industrial reduz dívida vendendo ativo maduro, e abre espaço para capital chinês consolidar o setor de cimento no Brasil.
A CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) assinou nesta sexta-feira (30) um acordo de exclusividade com a chinesa Huaxin Building Materials Group para negociar a venda da CSN Cimentos, segundo fato relevante publicado no site da CVM e reportado pela Folha. O prazo de exclusividade é de dez dias, período em que as partes buscam fechar os documentos definitivos da operação. Caso se confirme, a Huaxin compra ações da unidade por R$ 12,7 bilhões, valor que a CSN diz ser a proposta mais vantajosa recebida no processo competitivo.
Para quem dirige uma empresa de porte médio, a transação mostra como um grupo industrial encolhe um negócio maduro para sanar dívida. Capital chinês pagando quase R$ 13 bilhões por um ativo de cimento no Brasil é sinal, para fornecedores e concorrentes regionais, de que o setor entra em fase de consolidação sob controle estrangeiro. Isso pode acelerar reprecificação de contratos de suprimento e abrir espaço para fusões entre players menores sem escala para competir com um grupo chinês de capital pesado.
O movimento dá sequência à decisão do Conselho da CSN em janeiro, quando a empresa autorizou um plano de venda de ativos para reduzir o endividamento entre R$ 15 bilhões e R$ 18 bilhões e concentrar a operação em segmentos mais rentáveis. Em fato relevante de 10 de agosto, a CSN informou o recebimento de propostas de compradores habilitados; à época, a Bloomberg noticiou o interesse da J&F, dos irmãos Joesley e Wesley Batista, em comprar a unidade por R$ 10 bilhões. Já na semana anterior à publicação deste acordo, a Bloomberg informou que a companhia buscava ao menos R$ 15 bilhões pela unidade inteira e esperava receber quatro propostas.
A operação ainda não está fechada: o acordo de exclusividade só abre a janela de dez dias para negociar os contratos definitivos, e a CSN afirma que vai manter o mercado informado sobre os próximos passos.
Fonte: Folha — Mercado
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