Roma Joias fatura R$ 100 milhões e aposta em franquias para dobrar rede até 2028
Para quem já fatura alto e pensa em crescer sem travar o próprio caixa, o Grupo Roma mostra como usar franquia e demanda espontânea de revendedoras como alavanca de expansão.
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A Roma Joias, rede de semijoias que nasceu da venda porta a porta nos anos 1990, vai dobrar sua rede de 40 para cerca de 80 lojas e quiosques até 2028, segundo reportagem da Exame publicada em 30 de outubro. O Grupo Roma, que reúne cerca de 7 mil revendedoras e faturou R$ 100 milhões em 2025 (alta de 17,6% sobre os R$ 85 milhões de 2024), vai usar franquias a partir de R$ 150 mil para financiar a expansão, concentrada nas regiões Norte, Nordeste e Sudeste.
Para quem dirige um negócio de varejo já maduro, o caso mostra como transformar demanda espontânea em capital de expansão: em vez de abrir as novas lojas com caixa próprio, o grupo repassa o investimento a franqueados e mantém o controle sobre produção, marca e margem. A fábrica própria em Limeira (SP), que recebeu R$ 15 milhões em 2023 e produz uma tonelada de peças por mês, segue concentrando o lado industrial, enquanto o franqueado assume o risco imobiliário e operacional de cada ponto.
Eu não sou franqueador que ganha dinheiro vendendo taxa de franquia. Eu tenho loja, eu ganho dinheiro vendendo produto. Então eu sei como operar.
Filipe Lima, vice-presidente do Grupo Roma
Segundo a empresa, o prazo de retorno do investimento varia entre 16 e 20 meses, sem garantia contratual. A venda direta (em que uma compra de R$ 1 mil pode gerar R$ 1.850 em vendas, antes de despesas) ainda responde por 85% do faturamento do grupo, e a aposta é que mais lojas físicas facilitem o trabalho das revendedoras em vez de competir com elas. O que ainda está em aberto é se a rentabilidade das primeiras franquias vai se sustentar à medida que a rede dobra de tamanho em menos de dois anos.
Fonte: Exame
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