CSN fecha acordo de exclusividade de R$ 12,7 bilhões com a Huaxin pela CSN Cimentos
Para desalavancar rápido, a CSN aceitou vender um ativo maduro abaixo do preço que queria, mostrando o custo real de cortar dívida sob pressão.
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A CSN fechou nesta sexta-feira, 30 de outubro, um acordo de exclusividade de dez dias com a chinesa Huaxin Building Materials Group para vender a CSN Cimentos, em transação com enterprise value de R$ 12,7 bilhões, segundo fato relevante divulgado pela companhia e reportado pelo NeoFeed. A proposta da Huaxin venceu um processo competitivo aberto em março, que também recebeu ofertas da Votorantim e da Polimix, ambas abaixo da faixa de R$ 13 bilhões a R$ 14 bilhões que a CSN buscava inicialmente.
Para quem comanda uma empresa endividada, o movimento mostra o preço de desalavancar rápido: a CSN aceitou valor abaixo do piso que havia traçado para destravar caixa e reduzir uma dívida líquida de R$ 42,1 bilhões, com alavancagem de 3,49 vezes no fim do segundo trimestre. É a lógica de vender o ativo maduro e lucrativo para financiar o ciclo seguinte, mesmo sem o preço ideal na mesa.
O negócio é o passo mais avançado de um plano de desinvestimentos que já incluiu, em 9 de outubro, a venda da siderúrgica alemã Stahlwerk Thüringen para o grupo Megasa, com enterprise value de 550 milhões de euros. As duas transações vieram depois da troca de comando de setembro, quando Benjamin Steinbruch deixou a presidência executiva após 24 anos e voltou ao conselho, passando a cadeira de CEO a Fábio Schvartsman, ex-presidente da Vale, com a missão declarada de cortar dívida.
O mercado ainda reage mal ao papel: as ações da CSN fecharam a quinta-feira, 29 de outubro, em queda de 2,08%, a R$ 4,24, com a empresa avaliada em R$ 5,6 bilhões na bolsa, acumulando desvalorização de mais de 52% em 2026.
Fonte: NeoFeed
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