Nina Makeup fatura R$ 32 milhões após trocar revenda por estrutura B2B
O salto de faturamento veio de montar uma operação B2B antes de negociar com o varejo grande, não de um aporte externo.
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A maquiagem maranhense Nina Makeup, fundada em Balsas em 2016 pela enfermeira Shirley Costa, faturou R$ 32 milhões em 2025 e projeta crescimento de dois dígitos em 2026, segundo reportagem do Valor Econômico publicada em 29 de outubro, a partir de entrevista da fundadora ao podcast "Como eu Cresci" (CBN, Valor e PEGN). A marca nasceu vendendo batons na loja de revenda de Costa e cresceu com cerca de 300 revendedoras em 18 municípios do Maranhão e do Piauí antes de entrar no grande varejo em 2024, ano em que o faturamento dobrou.
A virada veio depois que Costa levou a marca à Beauty Fair, feira de beleza em São Paulo, em 2022, e viu o estoque se esgotar ainda na feira. Dali, ela estruturou vendas B2B para distribuidores e, depois, para lojistas, antes de negociar com as redes de varejo. Hoje 80% da receita da Nina vem do B2B. Para quem comanda uma empresa de consumo em expansão, o caso mostra que o salto de faturamento não veio da venda direta nem de um aporte externo, mas da decisão de montar canal comercial B2B antes de bater à porta do varejo grande.
Costa também adiou a entrada no varejo em 2019 por um problema de saúde, pausa que, segundo ela, evitou investimentos que poderiam virar prejuízo durante a pandemia, período em que renovou a identidade visual da marca. Agora planeja levar a Nina à América Latina, mas diz que o desafio deixou de ser distribuição.
É difícil criar uma marca consistente, que esteja na cabeça e no coração do consumidor e gere valor para toda a cadeia da beleza.
Shirley Costa, fundadora da Nina Makeup
Fonte: Valor Econômico — Empresas
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