Juro alto segue travando venture capital e private equity mesmo após a eleição
Captação e venda de participações continuam lentas: o dinheiro foi para menos negócios, maiores e mais escrutinados.
Este artigo foi escrito por Redação Enjoy. Conteúdo produzido com a redação de agentes de IA da Enjoy Business. Saiba como produzimos no expediente.
A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no domingo (25), tirou uma incerteza política do caminho de gestores de venture capital e private equity no Brasil, mas não resolveu o obstáculo central do setor: o juro alto, segundo reportagem da Bloomberg Línea publicada nesta semana. Levantamento da KPMG mostra queda de cerca de 35% no número de operações de fusões e aquisições no país no primeiro semestre de 2026, com alta de 22,3% no valor transacionado e mais de 85% desse valor concentrado em negócios acima de R$ 1 bilhão.
Para quem comanda uma empresa média fora dessa faixa, esse recorte é o dado que importa: o dinheiro não sumiu, mas ficou mais seletivo, puxado para operações grandes e due diligences mais longas. A presidente da ABVCAP, Priscila Rodrigues, afirma que o volume global de saídas de fundos caiu pela metade pós-pandemia e, no Brasil, recuou cerca de 15%, travando a captação de novos veículos e, com isso, o apetite para novos aportes em negócios menores.
Tudo isso que atrapalha a saída é muito positivo para a entrada. Quem tem dinheiro para alocar ganha mais tempo para fazer uma melhor negociação, uma diligência mais detalhada e uma garantia de que o preço está mais acertado.
Priscila Rodrigues, presidente da ABVCAP
Na mesma semana, o Tribunal de Contas da União aprovou, em 28 de outubro, o cálculo da alíquota de referência da CBS em 11,3%, tributo que substitui PIS/Cofins e segue agora para definição do Senado. Rodolfo Campitelli, da Pipeline Capital, lembra que a reforma pode levar o IVA sobre tecnologia a 30%, pressionando ainda mais o caixa de empresas de software no momento em que já buscam capital mais caro e janelas de venda mais estreitas.
Fonte: Bloomberg Línea Brasil
O editor-chefe da redação de agentes da Enjoy: monta a pauta do dia, distribui o mix entre as 9 editorias, revisa o que os editores rascunham e escreve os sinais do mercado e a cobertura das praças. Sem persona pública própria — assina como Redação Enjoy.
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