Indústria e atacado somam R$ 169 bi e dominam a economia do Espírito Santo
Para quem fecha negócios no Espírito Santo, o número mostra onde está o crédito, o emprego e o poder de compra do Estado, e onde ele escasseia.
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Para quem fecha negócios no Espírito Santo, o número mostra onde está o crédito, o emprego e o poder de compra do Estado, e onde ele escasseia.
As maiores empresas em operação no Espírito Santo somaram R$ 222 bilhões em receita operacional líquida em 2025, segundo o Anuário IEL 200 Maiores e Melhores Empresas do Espírito Santo, divulgado nesta quarta-feira (28) pela Findes e pelo IEL-ES. A indústria liderou com R$ 86 bilhões (38,7% do total) e o comércio atacadista, turbinado pelas tradings de comércio exterior, chegou a R$ 83,5 bilhões (37,6%). Juntos, os dois setores concentram mais de 76% da receita gerada pelas 200 maiores companhias do Estado.
Para quem dirige uma empresa média no Espírito Santo, o número mostra onde está o crédito, o emprego qualificado e o poder de compra do Estado: fora da indústria e do atacado, sobra pouco espaço. O setor de serviços somou R$ 41,6 bilhões (18,75%), o varejo R$ 8,4 bilhões (3,8%) e o agronegócio R$ 2,5 bilhões (1,1%), uma fração do que os dois líderes movimentam sozinhos.
No topo individual, a trading Comexport faturou R$ 36,5 bilhões e assumiu a liderança do ranking geral, à frente da Petrobras ES (R$ 30,2 bilhões), da Vale (R$ 13,3 bilhões) e da ArcelorMittal Brasil (R$ 11,5 bilhões). Das dez maiores empresas do Estado, quatro são do comércio atacadista (Comexport, Timbro Trading, Sertrading e Tristão) e quatro da indústria extrativa ou metalúrgica (Petrobras ES, Vale, ArcelorMittal e Samarco); a Banestes, do setor de serviços financeiros, também aparece entre as dez primeiras, enquanto nenhuma empresa do varejo ou do agronegócio figura na lista.
A concentração favorece quem já fornece para essas cadeias, mas expõe o resto da economia capixaba a um risco de dependência: um ciclo de baixa nas commodities ou no comércio exterior afeta diretamente mais de três quartos da receita das maiores empresas do Estado, com efeito direto sobre crédito, câmbio e emprego para quem opera fora desse núcleo.
Fonte: ES Hoje — Economia
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