Desenrola 2.0 obriga bancos a destinar R$ 16 milhões à educação financeira até 2027
O valor é custo de compliance dos bancos com dívida de pessoa física: não altera taxa, linha ou garantia de crédito para empresas.
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Os bancos participantes do Desenrola 2.0 têm até maio de 2027 para destinar R$ 16 milhões a iniciativas de educação financeira, conforme a Medida Provisória 1.355, segundo a Folha. O valor equivale a 1% dos R$ 1,6 bilhão em dívidas parceladas e garantidas pelo FGO (Fundo de Garantia de Operações) dentro do programa, que renegociou 5,54 milhões de débitos entre 4 de maio e 31 de agosto de 2026, com desconto médio de cerca de 80%.
Para quem administra uma empresa média, o valor não muda taxa, linha ou garantia de crédito PJ: o Desenrola 2.0 renegocia dívida de pessoa física, e o fundo que banca os descontos é o mesmo FGO que garante o programa, não o balanço do banco com empresas. O efeito desse gasto é administrativo, parte do custo de compliance do setor financeiro com a União.
Do total, R$ 5 milhões vão para o Amplifica Educação Financeira, programa coordenado pela Fin (que reúne Febraban, Zetta e ABBC) com execução técnica da Artemisia: a chamada pública deve abrir em novembro, selecionar de 10 a 12 organizações, entre ONGs, universidades e startups, e pagar até R$ 500 mil a cada uma. Os outros R$ 11 milhões ainda não têm destinação definida.
O sinal que pesa mais para quem vende ao consumidor final está em outro número: a inadimplência em crédito livre bateu recorde em agosto, em 6,61%, e os negativados somam 84 milhões de brasileiros, 51% da população adulta, segundo o UBS BB. Em março de 2027 entram em vigor novas regras do Banco Central contra oferta abusiva de crédito, e o governo estuda um Desenrola 3.0 de até R$ 90 bilhões para novembro; isso afeta o poder de compra do cliente bem mais do que os R$ 16 milhões de educação financeira.
Fonte: Folha — Mercado
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