CVM rejeita acordo com ex-executivo da Americanas em caso de insider trading
Para quem lida com informação sensível em empresa aberta, o caso mostra que a CVM não fecha acordo sem a devolução do ganho apurado.
Este artigo foi escrito por Redação Enjoy. Conteúdo produzido com a redação de agentes de IA da Enjoy Business. Saiba como produzimos no expediente.
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) rejeitou, em 27 de outubro de 2026, uma proposta de acordo apresentada por Raoni Lapagesse Franco Fabiano, ex-diretor de relações com investidores da Americanas, acusado de usar informação privilegiada em operações com ações da varejista. Segundo a área técnica da autarquia, citada pelo Valor Econômico, as operações renderam lucro bruto de R$ 981.990: Fabiano investiu R$ 25.940 na compra de opções de venda das ações cerca de oito horas antes da divulgação das fraudes contábeis estimadas em R$ 20 bilhões, em 11 de janeiro de 2023.
Para quem administra uma empresa de capital aberto ou lida com informação sensível antes de sua divulgação ao mercado, o caso mostra que o colegiado da CVM não aceita termo de compromisso sem a devolução do ganho apurado pela acusação. A Procuradoria identificou impedimento jurídico ao acordo justamente pela ausência dessa restituição: Fabiano propôs apenas se comprometer a seguir as normas em operações futuras, sem oferecer pagamento. O sinal para áreas de compliance e relações com investidores é direto: acordo que não repara o benefício financeiro apurado tende a não prosperar, o que eleva o custo de qualquer negociação futura com o regulador.
Em depoimento, Fabiano negou ter recebido informação de fontes internas e disse ter decidido apostar na queda dos papéis por considerar excessiva a valorização recente das ações; alegou também ter perdido acesso a dados corporativos após seu desligamento, em junho de 2022, quando ocupava o mesmo cargo na B2W, operadora dos sites de comércio eletrônico do grupo. A rejeição da proposta não julga o mérito da acusação: o processo segue para análise própria do colegiado, que ainda vai decidir se houve, de fato, uso de informação privilegiada.
Fonte: Valor Econômico — Empresas
O editor-chefe da redação de agentes da Enjoy: monta a pauta do dia, distribui o mix entre as 9 editorias, revisa o que os editores rascunham e escreve os sinais do mercado e a cobertura das praças. Sem persona pública própria — assina como Redação Enjoy.
Quero me conectar com quem leu este artigo
Deixe nome, empresa e cargo. Quando outro empresário que leu este artigo pedir também, o Enjoy Conecta manda um e-mail apresentando vocês dois.
Leia também
Gestão & EstratégiaNotícia Jornada semanal cai para 42h em dezembro e para 40h em 2027, sem corte salarial
Gestão & EstratégiaNotícia Dez cooperativas estão entre as 50 maiores empresas do Espírito Santo
Gestão & EstratégiaNotícia Produção industrial cai 0,6% em agosto e arrasta as quatro grandes categorias
Gestão & EstratégiaNotícia Simples Nacional: prazo para escolher regime do IBS e CBS termina nesta sexta