Atech, da Embraer, planeja dobrar de tamanho até 2030 com exportação de tecnologia para tráfego de drones
Para quem opera frotas de drones ou câmeras de segurança, a infraestrutura de controle de tráfego vira pré-requisito regulatório antes de escalar a operação.
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Para quem opera frotas de drones ou câmeras de segurança, a infraestrutura de controle de tráfego vira pré-requisito regulatório antes de escalar a operação.
Para quem opera frotas de drones ou câmeras de segurança, a infraestrutura de controle de tráfego vira pré-requisito regulatório antes de escalar a operação.
A Atech, empresa de tecnologia controlada pela Embraer, pretende dobrar de tamanho até 2030 apostando na exportação de soluções de gerenciamento de tráfego de drones (UTM), segundo o CEO Rodrigo Persico, em entrevista à Bloomberg Línea. A companhia, fundada nos anos 1980 e comprada pela Embraer há 17 anos, já entregou a tecnologia na África do Sul e exporta sistemas de gestão de tráfego aéreo para Índia, Paraguai e outros mercados da América Latina.
Para quem lida com frotas de drones, câmeras de segurança pública ou sistemas de missão crítica, o movimento sinaliza que infraestrutura de rastreabilidade deixa de ser detalhe técnico e vira exigência de operação em escala. A solução da Atech identifica onde está o piloto de um drone, traça perfil e padrão de voo, dados que tendem a ganhar peso regulatório à medida que avança o uso comercial de drones. Persico cita como exemplo a possibilidade de o drone se tornar o "last mile" do delivery: "Isso vai acontecer. Para nós, a oportunidade é que será preciso gerir todo esse tráfego", diz.
A Atech é a única brasileira a participar de exercícios de cibersegurança da OTAN, o que reforça o apelo da empresa a contratos que envolvem dados sensíveis. Persico diz mirar expansão em Ásia, África e América Latina, combinando gestão de tráfego aéreo com defesa e vigilância, mas não quantifica meta de receita internacional: a prioridade, segundo ele, é construir carteira de contratos de longo prazo, não atingir um percentual isolado.
Para empresas médias brasileiras com operação em logística, agro ou mineração que já testam drones, o caso é um lembrete de que a camada de gestão de tráfego será o gargalo regulatório antes de qualquer escala real.
Fonte: Bloomberg Línea Brasil
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